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Dezembro Vermelho - arte, ativismo e informação.

Publicada em: 31/12/2025 18:24 -

Dezembro Vermelho: ator transforma diagnóstico de HIV em ativismo e celebra prêmio por filme inspirado em história real

Encerrando o Dezembro Vermelho, mês dedicado à conscientização, prevenção e combate ao preconceito em relação ao HIV/AIDS, a história de Andrew Pereira da Silva, conhecido artisticamente como Drew Persí, ganha destaque como símbolo de resistência, informação e transformação social.

Drew recebeu o diagnóstico de HIV em 7 de agosto de 2013. O impacto inicial foi marcado pelo silêncio, pelo medo e pelo enfrentamento direto do estigma que ainda cerca o tema. Com o passar dos anos, porém, ele transformou a dor em propósito. O ativismo passou a ser uma ferramenta de acolhimento e educação, levando Drew a promover palestras, encontros e ações de conscientização. Durante a pandemia, ele criou o grupo de apoio Escolha Viver, que hoje reúne mais de 800 pessoas de diferentes países, oferecendo escuta, orientação e apoio a pessoas recém-diagnosticadas.

Em 2024, essa trajetória de vida e luta também encontrou expressão na arte. Drew Persí integrou o elenco do curta-metragem “Depois do Ponto Final”, produção que recria a história real de Celso, conhecido como Dino, que viveu e morreu nas ruas de Cataguases, na Zona da Mata mineira, nos anos 1990, após ser diagnosticado com HIV. Abandonado e vítima do preconceito, Dino representa uma geração marcada pela desinformação, pelo medo e pela exclusão social.

A atuação sensível e intensa de Drew foi reconhecida nacionalmente. Ele acaba de receber o prêmio de Melhor Ator no Festival de Itaúna, enquanto o curta também vem sendo celebrado por sua relevância social e força narrativa.

Ao unir ativismo e arte, Drew Persí contribui diretamente para o enfrentamento dos tabus e da desinformação sobre o HIV, mostrando que informação salva vidas, acolhimento transforma histórias e visibilidade é parte fundamental da luta contra o preconceito. No encerramento do Dezembro Vermelho, sua conquista reforça que viver com HIV não define limites, mas pode abrir caminhos de consciência, empatia e mudança social.

Texto Tania fazzion

As informações desta matéria foram coletadas através de pesquisas em artigos publicados em diversos meios de comunicação e redes sociais.

 

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